terça-feira, 30 de agosto de 2016

Eu cresci agora, sou mulher

É muito engraçado se dar conta do quanto a gente mudou ao longo dos anos. Quando olho pra trás e penso na Larissa que ingressou na universidade em 2011, vejo uma pessoa completamente diferente do que sou hoje. As pessoas mudam, a gente sabe, mas é difícil enxergar essa mudança durante o processo. Eu era uma adolescente (tinha dezessete anos) sem muita ideia do que o curso que escolhi representaria na minha vida. Se dissessem pra Larissa do começo daquele período que ela iria chorar tanto no banheiro daquela universidade por causa de notas (ela não ligava pra isso no colégio) ou que choraria no meio de uma prova, que passaria noites em claro questionando se era boa o suficiente pra ser engenheira, que namoraria um colega de classe por bastante tempo e que aprenderia tanto sobre amizade com ele, que passaria uma temporada em um instituto de pesquisa na Alemanha (!!), que seria atropelada, que torceria o pé duas vezes, que namoraria um polonês por quase dois anos, que moraria por 7 meses com os pais em Portugal, que passaria por duas grandes greves universitárias, que faria amigas tão diferentes e tão singulares, acho que ela ficaria espantada porque aquele primeiro semestre não me preparou para o que eu ia encontrar dali pra frente. De fato, eu era muito nova e maturidade é só o tempo e a vivência que dá pra gente, né. 

desculpa desapontar, mas é verdade

Dia desses encontrei um dos formandos de 2009 e ele me deu parabéns pelo meu aniversário e depois me chamou de velha. Sorri pra ele e disse que eu não trocaria meus 23 anos pelos meus 17. Certas coisas não me dão mais empolgação, é verdade, mas me sinto muito mais preparada para algumas situações. Minhas opiniões estão mais fortes, meu aprendizado é continuo, minha ansiedade está mais domada, sinto que sou uma amiga melhor pras minhas amigas, aprendi o valor das pessoas e o quanto elas são preciosas e, mais importante, aprendi a reerguer a cabeça quando o mundo estava desmoronando mesmo que fosse difícil e levasse tempo pra isso. Aprendi que é preciso MESMO dar tempo ao tempo e que aquela frase de mãe "o não você já tem" é um ótimo estímulo pra se tornar mais corajoso e correr atrás do que se quer. 

Certos erros ainda repito na universidade, mas olha, estou muito mais consciente disse. E que bom.

Tudo isso pra dizer que, enfim, cresci.

Um comentário:

  1. Crescer é um processo meio doloroso, a gente chora bastante, sofre com as incertezas, só que depois a experiência conquistada compensa tudo. Hoje eu tenho outras preocupações, outros tipos de problemas, mas estou satisfeita com a minha idade, com o que vivenciei e com as coisas que estou aprendendo. Beijos!

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