terça-feira, 26 de junho de 2012

"Eu me sinto infinito"


O que vou dizer agora é uma frase óbvia para quem lê há tempos. É uma frase batida, porém cheia de significados, reflexiva. "Os livros nos ensinam coisas". E isso só fui descobrir com as últimas leituras que tive.

No post anterior, eu disse que comecei a encarar a leitura de verdade com quinze anos e que nunca li Harry Potter. Aposto que Harry Potter não marcou muitas pessoas por algo simples, foi algo grande mesmo, que atingia o coração das pessoas, principalmente as crianças. O mesmo aconteceu com o Pequeno Príncipe. Posso até dizer que essas foram duas grandes frustrações da minha vida.

Depois de terminar A menina que roubava livros - que fiz um grande negócio não abandonando o livro, pois o fim toca sua alma até o último fio -, comecei a ler As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky e pode-se dizer que estou aprendendo muito com meu adorável amigo Charlie. O Charlie é uma personagem simplesmente amável. É um menino triste e feliz ao mesmo tempo e nos ensina muito sobre a vida. Sobre as pequenas coisas. Sobre os presentes e as dores das amizades. E o livro em si está me ensinando que existem coisas grandiosas nas coisas pequenas. Estranho, né? Mas é isso. 

Ele também está me ensinando que a tristeza não é de todo uma coisa ruim e que existem acontecimentos muito maiores que as minhas pequenas reclamações. Porque é isso, eu andei triste por um tempo sem ter motivos plausíveis. Tenho amigos, uma família linda, um namorado maravilhoso, comida em casa e estou estudando sem dar despesa aos meus pais e mesmo assim ainda reclamo muito. O que tenho até vergonha de contar para vocês, mas tudo bem, eu sou gente e erro também.

O Charlie é muito sábio para um garoto tão novo. E muito inocente também, o que faz dele muito doce. E isso me leva a pensar que eu nunca quis conhecer tanto uma personagem como ele. Nunca tinha sentido esse "vazio" sobre querer conhecer alguém que não se pode conhecer. É triste, mas me sinto bem porque pela primeira vez na vida posso dizer que estive tão conectada com um livro que tenho até medo de terminá-lo. Meus olhos enchem de lágrimas só de pensar que minha "amizade' com ele vai terminar daqui a cem páginas e isso é assustador. 


Porém, no fiim das contas, apesar das tristezas dessa despedida, sei que lá na frente vou voltar para ler esse post e saber o por quê de eu ter me sentindo tão infinita lendo esse livro. E entendendo de verdade aquele outro ditado que diz que os livros mudam as pessoas. Porque o Charlie me mudou.

6 comentários:

  1. Hoje mesmo estive conversando com meu amigo e disse que tenho "depressão pós livro lido" é como se eu deixasse o personagem.
    Estou lendo "Feliz Ano velho" de Marcelo Rubens Paiva, é incrível!
    ´Pensei que fosse a unica Extraterrestre que nuna lei HP ou Pequeno Príncipe.

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  2. Entendo como se sente. Também me apaguei a um personagem. o mais curioso é que depois a gente sente um vazio.aquela sensação de "e agora? o que vem depois" só que não vem...

    Su
    @blogabs | Blog Abs

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  3. Acabo de marcar o livro como "vou ler", porque adorei o modo como você falou dele e o que esse livro te proporcionou, acho tão lindo quando isso acontece, esse poder que estórias alheias podem ter sobre nós, o quanto um livro pode nos ensinar, nos mudar.
    E eu também sou assim, reclamo demais por besteira, depois me toco que tem gente com problemas de verdade, me xingo, e depois tô reclamando novamente. E é horrível quando um livro é tão bom que a gente tem vontade de devorá-lo logo e tem pena ao mesmo tempo, por ele sair tão rápido da nossa rotina. Beijo, Larie. :*

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  4. Ah, tá gostando de Doidas e Santas? Também tenho muita vontade de o ler. :3

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  5. Minha prima falou sobre esse livro, disse que está com muita vontade lê-lo. Ainda não parei pra ler nenhuma resenha ou sinopse dele, mas o título me fez ficar interessada rs é, sou do tipo que ler livros pelo título e pela capa.

    Quanto as reclamações, quem não reclama das coisas a toa? Ninguém nunca está contente com o que tem, é a lei do capitalismo. Sempre queremos mais, e quando conseguimos queremos mais ainda.

    - Achei seu layout uma fofura. Me lembrou muito o primeiro lay do Tipo Mari. Gostei de verdade.

    - Passo minhas férias de janeiro em Tibau também. Será que não já nos esbarramos por lá? kkk

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  6. Gente é incrível, "As Vantagens de Ser Invisível", acho que você definiu o livro otimamente bem, e falou tudo que eu estou sentindo lendo ele.
    Até agora eu não entendia o que é "se sentir infinito", eu pesquisei o que é isso até vê sua postagem, e agora sei o que é "se sentir infinito", e me sinto e também sei que eu nunca descobriria isso na teoria, é a mesma coisa de pesquisar o que é amar.
    PS: Como é maravilhoso se sentir infinitooooooooo!

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